Sexta-Feira, 15 de Novembro de 2019
 

Gaeco deflagra operação contra contadores que cometiam fraudes em documentos

(Foto: Gran Cursos Online)

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na capital e Grande São Paulo

O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (15/10) a Operação Duas Caras, dando cumprimento a 20 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Osasco, Itapevi e Embu das Artes.

A investigação, iniciada após o compartilhamento de provas pela Divisão de Fiscalização da Superintendência da Receita Federal do Brasil da 8ª Região, apura a existência de eventual organização criminosa formada por contadores e outras pessoas voltada para a prática de crimes de falsidade ideológica em documentos públicos (RGs e CPFs) e privados (documentos de constituição de empresas, contas em bancos, entre outros).

Conforme apurado, após conseguir a emissão de centenas de RGs ideologicamente falsos (materialmente verdadeiros) em outros Estados do Brasil, a organização criminosa providencia, em São Paulo, a emissão dos documentos CPFs. Assim, com a criação de pessoas físicas fantasmas, são constituídas empresas em seus nomes, de modo que a organização criminosa operacionaliza, através delas, a prática dos mais variados crimes em proveito próprio e de terceiros que se beneficiam de seus serviços ilícitos.

Durante a investigação, foram detectadas mais de 50 pessoas e empresas fantasmas, identificando-se um grupo de 11 contadores, em tese, relacionados ao esquema criminoso. Também se identificou a real qualificação de diversas pessoas usuárias dos documentos falsos, as quais seriam possíveis beneficiárias do esquema.

O cumprimento dos mandados judiciais expedidos pelo Departamento de Inquéritos Policiais da Capital - Dipo, está sendo realizado pelo MPSP e pelo Departamento de Operações Especiais Estratégicas da Polícia Civil do Estado de São Paulo (Dope). Participam da operação 17 integrantes do MPSP, entre promotores de Justiça e servidores, e 60 integrantes do Dope, entre delegados e investigadores.