Terça-Feira, 24 de Abril de 2018
 

Comissão instaurada no Legislativo investiga denúncias contra Mário Gay (PPS)

Vereador José Augusto Rosa (MDB) - Presidente - Vereador Edgar Dourado (PSDB) - Relator e Vereadora Cláudia Ribeiro (DEM) - Membro

Andradina – Na Sessão Ordinária de segunda-feira, dia 5 de março, doze dos quinze vereadores que compõem o Poder Legislativo, assinaram o pedido de CEI – Comissão Especial de Inquérito contra o vereador Mário Henrique Cardoso, o Mário Gay do PPS.

O pedido de CEI foi proposto pelo vereador do MDB José Augusto Rosa, que inclusive se afastou da Mesa Diretora, envergonhado e contrariado com a permanência de Mário Gay como 2º Secretário.

A decadência de Mario Gay

Em 22 de dezembro de 2016, antes mesmo de assumir a cadeira como vereador em primeiro mandato, Mário Gay entregou uma carta ao presidente do PPS pedindo seu desligamento do partido. Quando percebeu que caso o PPS solicitasse, ele poderia perder o cargo, Mário Gay se voltou contra seu partido alegando que a assinatura era falsificada, sendo já comprovada a veracidade da mesma através de exame grafotécnico da Policia Civil.

Em janeiro de 2017, Mario Gay foi denunciado pelo porteiro Willian Siqueira Rosa, com um áudio também comprovado a veracidade pela Justiça, onde o vereador diz que dentro da Câmara Municipal houve compra de votos e ele próprio [Mário Gay] teria recebido um alto valor para votar na chapa da situação na escolha da Mesa Diretora em 2017. Na verdade, desde o dia da primeira sessão como vereador, Mário Gay vota de acordo com os interessas da situação, literalmente cuspindo no prato que comeu, pois foi eleito pela base de oposição.

Em abril de 2017, Mário Gay teria agredido moralmente e fisicamente uma vendedora dentro da Câmara Municipal. Nessa época o vereador também estaria investindo no seu assessor, um jovem universitário que o acusa de assédio sexual, moral e constrangimento, cujo processo corre em segredo de justiça para proteger a vítima.

Enquanto Mário Gay coleciona processos na Justiça, a Justiça também vem sendo benevolente com o rapaz, arquivando alguns processos e no caso do assédio, teve uma condenação branda tendo que doar cestas básicas a uma entidade.

Nesse meio tempo, Mário Gay também coleciona assessor, pois já está no sexto desde o inicio do mandato. Em outubro de 2017, a mãe do ex-assessor que o acusa de assédio sexual, solicitou uma reunião com os demais vereadores. Durante a reunião a qual não fazia parte, Mário Gay invadiu o local e partiu pra cima da mulher, a professora Luciana Pimenta, fazendo graves ameaças de morte a mulher, necessitando ser contido pelos demais pares.

Em fevereiro de 2018, o vereador literalmente perdeu a compostura, tendo saído do seu local de trabalho, indo até a platéia para proferir ofensas a uma senhora funcionária pública que assistia à sessão. Durante os fatos, uma repórter fazia a cobertura da sessão e o vereador partiu para ameaças de morte contra a mulher que simplesmente estava exercendo sua profissão. No mesmo dia, Mário Gay também ameaçou de morte outro repórter que tentava registrar as agressões do vereador, até então só contra mulheres.

No final de fevereiro, um grupo de mulheres acompanhava a sessão e Mário Gay não suportou ver a mãe do ex-assessor com um cartaz contra sua permanência no cargo. Da tribuna começou a fazer gestos com os dedos para o grupo que acompanhava Luciana Pimenta.

Após um bate boca, Mário Gay foi retirado do recinto por seu ex-assessor. Ao chegar à frente da Câmara Municipal, foi vaiado pelas mulheres e então começou outro “show de horrores”, onde o vereador agrediu verbalmente as mulheres e chegou ao cúmulo do despreparo para a vida pública, atirando seu próprio celular contra as mulheres gritando palavras de baixo calão e ofensas como “gorda” e “ridícula”. O grupo registrou três boletins de ocorrência contra o vereador.

Na segunda-feira, dia 5, Mário Gay também registrou um Boletim de Ocorrência, onde afirma que sofreu um “atentado”, quando populares não identificados, teriam atirado na sua casa e no veículo na garagem, farinha de trigo e ovos.

CEI

A Câmara Municipal tem 90 dias para apurar as denúncias, a contar do dia da aprovação da CEI (05 de março) e tomar um posicionamento em relação a Mario Gay, se o vereador deve ou não ter seu mandato cassado, sendo definitivamente afastado das funções as quais demonstra nitidamente não estar preparado. Quanto ao seu trabalho como vereador, Mário Henrique Cardoso o Mário Gay, até o presente momento não apresentou nenhum projeto relevante para o município, mas gastou quase R$ 30 mil em viagens, sem nenhuma contrapartida.

A CEI – Comissão Especial de Inquérito já iniciou os trabalhos tendo como presidente o vereador José Augusto Rosa (MDB), Cláudia Ribeiro (DEM) como membro e Edgar Dourado (PSDB) como relator. Ou seja, não será fácil para Mário Gay se safar, pois o mesmo tem denegrido a imagem do Poder Legislativo como nunca antes visto e até mesmo no Poder Executivo, as “lambanças” do vereador tem refletido negativamente, pois para a população, Gay tem o apoio da base situacionista.